Arquivo da categoria ‘Quadrinhos’

Obama Hentai!

15 Março, 2009

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Para completar a trinca de notícias asiáticas: o presidente norte-americano Barack Obama fará mais uma aparição na Nona Arte. Desta vez, na maior indústria de gibis do mundo, a japonesa. Barack participará de Tonari no Taro-Kun (‘Meu vizinho Sr. Taro’), publicada na revista erótica Kairakuten. Acontece que a série relata as peripécias sexuais do primeiro-ministro japonês, Taro Aso, um fã confesso dos mangás, e que já viveu no Brasil.

Na história do mês de Abril, Taro recebe a visita de um novo vizinho, o próprio Obama, que aparece pedindo uns ‘trocados’ acompanhado por Hillary Clinton e Joseph McCain. Ainda, Obama tem na testa o Urna, símbolo da iluminação budista.

Taro Aso em versão jogo hentai

Taro Aso em versão jogo hentai

Obama também é fã de quadrinhos e já apareceu em diversas histórias, inclusive na capa de uma edição recente do Homem-Aranha. Já o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, além de sua série erótica, já possui inclusive um personagem em um jogo pornográfico chamado 真剣(マジ)で私に恋しなさい!! (Maji de Watashi ni Koi Shinasai!!), a ser lançado em 2009.

É legal notar que tanto Obama, quanto Aso, são personalidades nerds bem queridas pelo fandom.

O fanático por Obama que quiser encomendar o quadrinho pode fazê-lo aqui.

Quem quiser ver mais imagens (algumas explícitas) pode ver neste link.

Suburban Glamour

25 Outubro, 2008

Completei hoje a leitura da mini em quatro edições Suburban Glamour, primeiro vôo solo de Jamie McKelvie, o desenhista da outra mini do selo Vertigo, Phonogram. Coincidentemente, as duas minis são muito semelhantes: inserem elementos mágicos num mundo repleto de referências ao pop e ao estilo de vida rocker, bebendo direto da foto do manifesto Pop Magick! escrito por Grant Morrison quando este trabalhava em Os Incríveis. No dito manifesto, Grant Morrison, um praticante declarado de magia do caos, diz para esqueceremos o jeito sisuso e polido de se fazer magia e transpor todos os elementos da cultura pop para dentro da magia – algo como orar por Cthullu, pedir bênção ao Mickey e enquanto se veste com os trajes da Barbarella.

Como só li o primeiro número de Phonogram, pois achei a história confusa, deixarei minhas comparações pararem por aqui. Só ressalto que me deu a impressão de que Phonogram tem mais história do que Suburban Glamour. E eu tinha expectativa com as duas, pois eram promessas de ‘histórias-em-quadrinhos-com-rock’n'roll”, uma mistura que sempre pareceu ter tudo a ver (Zenith, de Grant Morrison, explorou muitíssimo bem essa dupla, ainda que em um mundo descolado do nosso).

Aliás, uma breve sinopse: Astrid é uma garota prestes a fazer 17 anos que sonha em ser uma rockstar. Enquanto o sonho não vem, ela precisa aturar a vida monótona de uma pequena cidade do interior da Inglaterra, junto de seus amigos Dave e Chris. O que Astrid não sabe é que, no seu caso, o estranhamento típico de uma adolescente tem explicação – ela é a herdeira de um reino de fadas, escondida entre os humanos até completer seus 17 anos. Quando seu aniversário se aproxima, a fada Morgana, aprisionada a anos por sua irmã Titania, envia seus lacaios para ceifar a vida da sobrinha. Agora, ela contará com a ajuda de seus dois amigos imaginários de infância, que retornaram exclusivamente para auxiliá-la, e de uma misteriosa mulher chamada Audrey.

E é basicamente isto. O primeiro volume dedica-se exclusivamente a desenvolver os personagens. Toda a situação da herança de Astrid é explicada em uma única página no segundo número. O três lança um gancho com a volta dos pais da menina e o quarto conclui com um libelo rock’n'roll: o de que pais mágicos ou pais mundanos, os “velhinhos” sempre são pais e tentam nos encaixar em sua sociedade entediante, com suas normas de etiqueta e baldes de responsabilidade. Daria um bom rock.

Uma das coisas bacanas da mini é encontrar várias referências ao mundo pop moderno. McKelvie inseriu-se bem na cabeça dos garotos do colégio, tanto que são os dois personagens principais, Astrid e Dave, que carregam a fraca história nas costas. Fraca porque o elemento sobrenatural destoa completamente de todo o resto, chegando a ser dispensável – se a história se concentrasse no desenvolvimento de Astrid e Dave como garotos-emburrecidos-do-interior-sonhando-em-serem-astros ficaria mais interessante. Aliás, nunca torci tanto por um casal quanto torci por Astrid e Dave… E nada!

Ainda assim, é uma leitura leve, as duas personagens são cativantes, e a arte de McKelvie, agora com as cores de Guy Major, é fabulosa. Dá pra dar uma chancezinha. =)

Referências pop, como esta do pôster na parede, estão por toda a mini.

Referências pop, como esta do pôster na parede, estão por toda a mini.

Quadrinhos & Besteirol

20 Setembro, 2008

Parece que a vida não anda fácil pra quem perde o emprego. Nem pra quem tem super-poderes!

Tradução livre de Wonder Worman v.1 #179. Argumento: Denny O’Neill. Arte: Mike Sekowsky.

Um pouco de besteirol…

2 Agosto, 2007

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Mais, muito mais em: Explosm.net. Horas de diversão garantidas! : )

Estranhos no Paraíso, o final

20 Maio, 2007

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David é apaixonado por Katchoo, que ama Francine, uma mulher hétero que corresponde esse amor o suficiente para quebrar o coração dos três. Parece enredo de filme independente? Pode parecer mas, acreditem, é o enredo de Strangers in Paradise, um dos gibis mais bacanas que já apareceram na terra do Tio Sam.

Escrito, desenhado – e, na maioria das vezes, publicado – por Terry Moore há 14 anos, SiP chegou ao seu fim neste mês, com o lançamento da edição #90 da nova série mensal (antes, uma minissérie apresentou os personagens, que rendeu 15 edições mensais, interrompidas até que Moore investisse na publicação sozinho).

O final de SiP é triste para a indústria dos quadrinhos: é a única série que apresenta personagens homossexuais sem magia ou uniformes coloridos, portanto sem pré-conceitos chavões e chatos. Os personagens de SiP são reais: Katchoo é uma mulher forte, inteligente, impulsiva; Francine, por outro lado, tem baixa auto-estima devido aos inúmeros relacionamentos fracassados; David é tímido e carismático. E todos, afinal, estão apaixonados pela pessoa errada. Os dramas humanos que se desenvolvem na série são dignos do cinema de autor europeu e, por isso mesmo, é outra raridade na indústria: são poucos os autores que investem no “real-life” para contar uma história e – mais ainda – fazem sucesso. Eisner é o único nome que me vem a mente quando se fala em sucesso comercial com dramas reais… e Terry Moore. Triste, mas como diz o próprio autor, “SiP é uma história, e toda a história tem um fim”.

Terry deu uma entrevista muito bacana para o site After Ellen falando sobre o fim da série. Ainda, aí vai um torrentaço pra quem quiser conhecer a obra do cara.

:)

Ao som de: Emily Haines & The Soft Skeleton – The maid needs a maid