
Gênero: Filme B de ficção científica
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1983
Direção: Terry Marcel
Roteiro: Terry Marcel
Produção: John Hardy
Música: Harry Robertson
Direção de Fotografia: Derek V. Browne
Efeitos: Ray Hanson
Edição: Alan Jones
Elenco:
Richard Hatch (Dan)
John Saxon (Kleen)
Kay Lenz (Carrie)
Peter O’Farrell (Malachi)
Ray Charleson (The Greenman)
RESENHA: Uma jornalista mal-comida, após presenciar o teste de um teletransporte de um cientista maluco, vai parar numa outra dimensão. Acompanhada de um eletricista lutador de kendô, ela é capturada por um violento rei (John Saxon), que planeja fazer dela uma escrava. O eletricista, Dan, reúne-se com várias criaturas fantásticas (um elfo verde, um anão ladrão e um… um.. homem-bicho) para salvá-la das garras do malvadão. Há de se convir que existe uma certa criatividade na história, e uma certa inteligência em algumas partes. Mas prestem atenção no seguinte: um cientista maluco (assim chamado no próprio filme, caso existam dúvidas) testa seu teletransporte durante uma série de terremotos na Califórnia. Com certeza haverá um acidente, não? Para completar, é preciso de alguma maneira inserir o herói na história. Como? Bem, fazendo ele se acidentar no trânsito com a mocinha, então ele fica a pé e acaba indo parar na única casa das redondezas – a do cientista maluco, claro! Durante o desenrolar da história, a quantidade de “confusões” que Richard Hatch se mete atrapalha o desenrolar mas, acreditem!, já vi coisas muito piores.

É uma puta sacanagem falar em “linguagem cinematográfica” em filmes como este. Terry Marcel até consegue umas cenas bacaninhas mas, no geral o filme todo se parece muito igual. Tem o jeitão dos filmes da Sessão da tarde: ângulos tradicionais, figurinos bagaceiros, edição de som ruim pacas e uma trilha sonora de gosto, no mínimo, duvidoso. De positivo é a mesma “sobriedade” de Marcel, que não sai colocando a câmera em todos os lugares possíveis, evitando assim uma confusão pros incautos que gastam seu tempo assistindo este “filme”.

Apesar de John Saxon ter um currículo considerável (A Nightmare On Elm Street, From Dusk till Dawn), o seu personagem (Kleel) é o mais “vazio” de todo o elenco. Às vezes ele é um durão filho de uma puta com mania de grandeza que fala na terceira pessoa, outras horas ele é um inteligente arquiteto do Caos (sim, com “c” maiúsculo para provar a breguice). Kay Lenz interpreta uma jornalista mal-comida com certa desenvoltura (apesar de duvidar serem essas as intenções originais da personagem) e Rich Hatch (o Capitão Apollo de Battlestar Galactica em pessoa) mostra todos seus dotes como um eletricista também lutador de kendô (uma solução muito perspicaz para o roteiro, admitam). Peter O’Farrell como Malachi, o anão, e Ray Charleson, o elfo verde, também são convicentes nos seus papéis – mesmo que eles sejam não sejam nem um pouco críveis.

A premissa é batida, as soluções do roteiro são tosconas, o visual é datado mas… eu me diverti pacas. As atuações são convicentes, mesmo os personagens sendo vazios (no caso do Elfo Verde), escrachados (Malachi), exagerados (a jornalista mal-comida) e contraditórios (Kleel). O problema é que fazer um filme desses em 1983, na Grã-Bretanha, não era muito promissor. No mais, entre Eragon e Prisioners of the Lost Universe, ficamos com o último!

Atenção para a cena “Peter Jackson atolado na lama”!
Para provar que todo o filme tem o seu quê de didatismo, eis o que aprendi com esta obra: na Califórnia, os residentes dirigem carros com a direção na direita (como os ingleses); cavalos selvagens são encontrados na natureza com selas e prontos para serem montados; e, caso você tenha sede durante uma visita campestre, você pode enfiar um canudinho no solo e chupar até sair água!
FRASE FAVORITA: “Eu não confio nele! Ele é… verde!”



29 Março, 2008 às 12:20 am |
[...] um herói dos shoot-‘em-up, como cita em seu monólogo; John Saxon, o rei esquizofrênico de Prisioners of the Lost Universe; e, claro, o maquiador de clássicos como Friday the 13th, diretor da primeira refilmagem de The [...]