Primeiras impressões: Batman – Arkham Asylum

6 outubro, 2009 por Marcio Telles

Batman

Como o feliz novo proprietário de uma placa de vídeo Nvidia 9500GT 512mb da XFX que agora sou, resolvi fazer uma limpa e baixar todos os bons jogos dos últimos dois anos que eu não podia jogar (e pra tirar umas boas screenshots e mostrar minha nova placa, é claro hehe). Comecei por Batman: Arkham Asylum. Primeiro por que eu sou fã do Morcegão, sobretudo desta nova encarnação no cinema; segundo, por que eu já joguei tudo que é jogo licenciado de super-heróis, desde Marvel x X-Men do Nintendinho 8bits (que merece um review pela bizarrice) até Justice League do PS2 (de novo, bizarro!).

No clima de Batman: arquitetura gótica, escuridão e chuva

No clima de Batman: arquitetura gótica, escuridão e chuva

Os pontos bons

Jogo licenciado normalmente é bizarro. Por que ou é feito nas coxas, usando o engine de um jogo já existente, pra aproveitar o hype e surfar na onda, ou não tem a mínima graça, limitando a história à obra em que foi baseada (como os jogos da séria LOTR). E, convenhamos, o legal dos games é “pirar na batatinha” em cima de alguma obra pré-estabelecida. A criatividade e a liberdade dos mundos virtuais é o que faz dos games um mundo divertido.

Justamente isso que é Batman: Arkham Asylum. A história, de Paul Dini (principal roteirista da animação do Batman dos anos 90), coloca o Morcegão pra enfrentar todos os seus vilões dentro do Asilo Arkham, o hospício-prisão para os amalucados vilões do herói. E, também, um local que faria muito bem ao Morcego em pessoa pertencer, como já bem demonstrou Grant Morrison em sua minissérie homônima ao game. Ou seja, o jogo parte de duas das versões mais conhecidas de Batman das últimas décadas (a animação e a atual franquia de filmes) para criar um Batman soturno, sombrio e violento.

A boa encarnação do herói, que tem o mesmo dublador da séria animado dos anos 90

A boa encarnação do herói, que tem o mesmo dublador da TAS dos anos 90

A jogabilidade é fácil, ainda que o jogo vá ficando difícil com o passar do tempo: basta clicar no botão direito que o herói bate no vilão que estiver mais perto. O último golpe do combo é acompanhado por uma animação slow-motion, evolução – bem-vinda, diga-se de passagem – do bullet time estilo Matrix. Não tem essa coisa de ficar mirando no cara e então bater: é só bater mesmo. Mirar é com o batarangue, o que faz todo o sentido, pois exige um pouco mais de tempo para seu preparo e uso. O lance é que o estilo de luta do Batman, fluído e ao mesmo tempo contido, ressalta seu treinamento ninja, “mestre em todos os estilos marciais conhecidos”, como tantas vezes ressaltadas nas HQs. O contraste fica maior ainda quando se enfrenta os capangas despreparados do Coringa e outros vilões sádicos e ansiosos, como o Mr. Zsasz: os caras são lerdos, mas ainda assim mortais.

O Coringa, com voz de Mark Hamill, destila sua insanidade

O Coringa, com voz de Mark Hamill, destila sua insanidade

Aliás, não pense em encarar os vilões de frente, com o peito aberto e na raça. Não é assim que Batman é nos quadrinhos, nem nos filmes, e não vai ser assim que funcionará no game. A ideia é usar o cenário ao redor para encontrar formas para intimidar os vilões, como escalar gárgulas e rastejar por condutores de ar condicionado. Aqui vale o ataque-surpresa, no melhor estilo Splinter Cell. Mas com o Batman, que é muito mais divertido!

O “modo detetive” (pressionando ‘X’ no teclado) é uma das coisas mais divertidas do game: ressalta pontos interativos do cenário, apresenta uma visão de Raio-X capaz de identificar vilões do outro lado da sala, além dos estados emocionais dos envolvidos. E há diferença nestes estados: encarar um vilão calmo é diferente de encarar um vilão nervoso, e muito diferente de socar um vilão atemorizado. Prefira o último, já que a tendência de ele cometer um erro é maior. E, para deixá-lo assustado, nada melhor do que saltar por trás dele com a capa esvoaçando, no melhor estilo Cruzado Encapuçado dos comics.

O "Modo Detetive", a inovação mais divertida do jogo

O "Modo Detetive", a inovação mais divertida do jogo

… e os não tão bons assim

Ok, fui no hype, o jogo é 10/10 mesmo, mas ainda assim tem algumas falhinhas: a principal delas é a falta de um botão de PULO. Eu jogo videogames desde os 4 anos e o que eu aprendi foi: na dúvida do que fazer em seguida, pule! Mas o Batman não pula, ainda que eventualmente ele salte um obstáculo, mas o pulo só se torna disponível quando o cenário o exige. É frustrante ver uma basculante lá no alto brilhando no “detective mode”, apertar espaço e o Morcegão não fazer absolutamente nada. Outra coisa: seria interessante ver outros vilões mais bacanas em vez de ficar surrando capanga atrás de capanga. Surrar gente fraca enche o saco, ainda que a IA adaptável exiga que nós mudemos de estilo de luta constantemente. E, francamente, os Bosses são muito fáceis!

"Finish Him" estilo Arkham Asylum

"Finish Him" estilo Arkham Asylum

Resumindo: Batman: Arkham Asylum não vai revolucionar os jogos de aventura em terceira pessoa, mas é capaz de revolucionar os jogos de super-herói, assim como The Dark Knight Returns revolucionou os quadrinhos de super-heróis em 1986, e o filme The Dark Knight revolucionou(rá) os filmes de super-herói. No caso do game, porque dá pra se sentir na pele do Cavaleiro das Trevas: sonho de 10 entre 10 garotos.

E o meu principal contra não vai pro jogo, e sim para a distribuidora no Brasil: eu pagaria 100 reais por esse jogo tranquilamente e com gosto. Só que não o encontrei a versão PC para venda em loja alguma, só as versões PS3 e XBOX. Francamente, depois reclamam da pirataria!

Primeiras impressões: Blassreiter

6 outubro, 2009 por Marcio Telles

blassreiter

Blassreiter é uma animação dos estúdios Gonzo e Nitro+ de 2008, baseado em um mangá de  mesmo nome e dos mesmos estúdios, lançado um ano antes. A história se passa na Alemanha,  onde criaturas biomecânicas e geneticamente modificadas chamadas “Demoniacs” tomam corpos mortos e atacam pessoas sem outro motivo a não ser causar destruição. Os Demoniacs tem a habilidade de se fundirem com alta tecnologia, incluíndo carros e motocicletas. Contra eles, atua um grupo de combate chamado XAT (Xenogenesis Assault Team), que também investiga a origem destes monstros. Ainda que, até o início da série, os Demoniacs só surgissem de corpos mortos, de repente, eles também surgem de humanos vivos. Estes Amálgamas conscientes podem usar seus poderes tanto para o bem, quanto para o mal.

KAMEN RIDER VERSÃO ANIMADA?

Blassreiter me lembrou bastante Kamen Rider: homem é transformado em monstro mas faz o bem ao invés do mal. E ainda tem uma moto! O que torna mais divertido é que os personagens principais (a XAT), está tão na escura quanto o espectador: eles não sabem a origem destes monstros, penam para combatê-los, e são ambíguos em relação aos “salvadores”, os humanos-Demoniac. Destes, o principal é Joseph, o misterioso Demoniac que persegue Gerd no segundo episódio. Ao que tudo indica, seu jeito caladão e autocontrolado é ideal para manter sua sanidade e controlar sua transformação. Já o mesmo não acontece com Gerd Frentzen, ex-piloto, também meio-homem, meio-Demoniac.

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Tecnicamente, a série é perfeita. Não só o desenho é limpo e lindo, como o uso de figuras 3D é primoroso. Principalmente nas cenas de ação: a entrada do primeiro episódio já é de cair o queixo e os movimentos são fluídos, não a coisa tosca que os estudios japas andavam utilizando há alguns anos em outras animações (como Ghost in the Shell: Standalone Complex e Blue Drop, só pra citar algumas). É legal ver esse amálgama (já que este é o mote da série) entre animação 2D e 3D, ou seja, novidade sem deixar de lado o tradicional. Bem coisa japonesa, essa de misturar o velho com o novo. Já li muitas críticas sobre o uso de CG em Blassreiter, e discordo de todas elas, mas principalmente daqueles que desaprovam o CG por não ser “realista” o suficiente. Como se os tosquíssimos desenhos japoneses fossem realistas! Afinal, claro, não há problema algum em repetir o mesmo desenho por segundos sem fim… O CG é uma tentativa de fugir disso, e acho louvável – e, no caso, bem sucedida – a tentativa do estúdio Gonzo.

Enfim, em Blassreiter há sangue, violência, mistério e bastante ação na série. Altamente recomendável! Spoilers dos dois primeiros episódios abaixo!

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SPOILERS: PRIMEIRO E SEGUNDO EPISÓDIO

O primeiro episódio – “Prelúdio para o desespero” (Zetsubo no Hajimari) – foca-se no piloto profissional de motovelocidade, Gerd Frentzen. Alguns anos atrás, um Demoniac causou destruição e várias mortes ao invandir uma corrida no meio. Um outro Demoniac aparece e mata este Demoniac descontrolado. No acidente, Gerd acaba se machucando e ficando paraplégico. Quando Gerd recebe a visita de Hermann, um ex-piloto de sua equipe e agora integrante da XAT, ele confidencia ao amigo que não tem mais vontade para continuar vivendo. Hermann lhe dá uma lição de vida e Gerd decide recomeçar, mas seu mundo ruiu: ele é demitido da equipe de motovelocidade, sua namorada o deixa e ninguém mais parece confiar nele. Exceto uma misteriosa doutora, que lhe entrega uma pílula capaz de curar sua paralisia. Quando volta a aparecer, Gerd é um Demoniac e salva Amanda e Hermann, ambos da XAT, de serem mortos por outro Demoniac descontrolado.

No segundo episódio – “O custo da honra” (Eiyo no Taika) – a XAT mantém Gerd em seus aposentos para investigar sua transformação. Enquanto toda a equipe argumenta que Gerd é um Demoniac e, por isso, deve ser evitado, Hermann apela para suas lembranças do amigo. Um novo ataque de Demoniac surge e Hermann leva Gerd até o local, descumprindo ordens. Desta vez, Gerd não só mata o Demoniac, como também aparece na TV ao vivo. Logo, uma multidão cerca a seda da XAT aclamando Gerd o seu salvador. Isto faz com que a XAT libere Gerd, que decide rever sua namorada… e descobre que ela estava o traíndo. Gerd fica furioso, se transforma em Demoniac, e parte para cima de sua ex e de seu amante. Outro Demoniac surge, este também meio-humano, o mesmo do dia do acidente no circuito. Inábil em controlar sua moto, Gerd acaba caíndo de um penhasco.

ONDE BAIXAR?

No DBBrasil. Tem que registrar, mas é gratuito. Todos os 24 episódios da série já estão disponíveis lá. =]

Obama Hentai!

15 março, 2009 por Marcio Telles

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Para completar a trinca de notícias asiáticas: o presidente norte-americano Barack Obama fará mais uma aparição na Nona Arte. Desta vez, na maior indústria de gibis do mundo, a japonesa. Barack participará de Tonari no Taro-Kun (‘Meu vizinho Sr. Taro’), publicada na revista erótica Kairakuten. Acontece que a série relata as peripécias sexuais do primeiro-ministro japonês, Taro Aso, um fã confesso dos mangás, e que já viveu no Brasil.

Na história do mês de Abril, Taro recebe a visita de um novo vizinho, o próprio Obama, que aparece pedindo uns ‘trocados’ acompanhado por Hillary Clinton e Joseph McCain. Ainda, Obama tem na testa o Urna, símbolo da iluminação budista.

Taro Aso em versão jogo hentai

Taro Aso em versão jogo hentai

Obama também é fã de quadrinhos e já apareceu em diversas histórias, inclusive na capa de uma edição recente do Homem-Aranha. Já o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, além de sua série erótica, já possui inclusive um personagem em um jogo pornográfico chamado 真剣(マジ)で私に恋しなさい!! (Maji de Watashi ni Koi Shinasai!!), a ser lançado em 2009.

É legal notar que tanto Obama, quanto Aso, são personalidades nerds bem queridas pelo fandom.

O fanático por Obama que quiser encomendar o quadrinho pode fazê-lo aqui.

Quem quiser ver mais imagens (algumas explícitas) pode ver neste link.

Atriz coreana era escrava sexual de seus agentes

15 março, 2009 por Marcio Telles

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Ok. Um post sério agora. Durante minha busca por vídeos insanos da TV japonesa, deparei com esta nota a respeito do suicídio da atriz sul-coreana Jang Ja-yeon. Seu corpo foi encontrado pela irmã, após Ja-yeon ter se enforcado no vão da escada semana passada. Segundo novos relatos, a atriz deixou uma nota ‘dando nomes aos bois’ e contando sua vida de escrava sexual nas mãos de seus agentes.

Em carta deixada pela atriz, ela relata que era obrigada a praticar sexo com os ricos e poderosos e era espancada caso se recusasse a obedecer seus ‘donos’. Ainda que o conteúdo da carta permaneça em mãos da família da atriz, as autoridades coreanas crêem que ele possa ajudar a investigação da indústria do entretenimento daquele país.

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O lado sujo do entretenimento coreano emergiu há alguns anos, quando atrizes divulgaram relatos afirmando que eram tratadas como escravas, para garantir às empresas retorno do investimento colocado sobre elas. Para arrecadar tais somas, as agências de talentos geralmente ‘alugam’ suas funcionárias para o alto escalão de políticos e empresários do país, como acompanhantes. Aquelas que queiram se ver livres de suas agências, são chantageadas para pagar entre três e cinco vezes a soma investida inicialmente em suas carreiras.

O próprio ex-agente de Ja-yeon falou com a imprensa sobre o assunto. Segundo ele, a atriz foi obrigada a manter relações sexuais com o promoter da agência de talentos. Ele também descreveu um episódio em que Ja-yeon foi espancada com garrafas de água cheias e ameaçada via mensagens de texto.

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O ex-agente pretendia colaborar com a polícia, porém permanece hospitalizado após uma tentativa de suicídio.

A morte de Jang Ja-yeon é o terceiro caso de suicídio de celebridades na Coréia do Sul nos últimos seis meses.

Deliver me from Japanese television…

15 março, 2009 por Marcio Telles

Todos aqueles que falam mal da Globo, do SBT e da RedeTV! deveriam assistir aos canais de televisão japonesa, dese a NHK, a TV estatal japonesa, até os canais comerciais, como a Asahi TV. É um festival de programas idiotas com gente idiota e situações idiotas que não acaba mais. Parece que o objetivo da TV no Japão é fazer as pessoas pagarem o maior número de micos possíveis, talvez por ser um espaço público onde as rígidas regras da sociedade japonesa sejam deixadas de lado. Um espaço pro pessoal enlouquecer – como os barzinhos de karaokê de Tóquio.

Enfim, vai aí uma superseleção de vídeos das tevês japas, pra quem quiser conferir quadros que deixaram o Gugu envergonhado. Para aqueles que ainda pensam que a qualidade da TV de um país é resultante direta no nível cultural de uma população, é sempre bom lembrar que os japoneses lêem, em média, 16 páginas por minuto – ou 3,75 por segundo – e possuem a maior quantidade de papel impresso em circulação no mundo: só de mangás, a tiragem é de 3 bilhões de exemplares por ano. Quem lê tanto assim precisa se divertir… =)

Hugh Jackman e seus testículos esmagados...

Luta de crustáceos! Dá-lhe, camarão! \o/

Tetris humano!

Tetris do mal…

Lanchinho na esteira

Deslizando nas garotas (sensacional!)

Banheira do Gugu japa

Sai lista de episódios do 1º box de Jaspion

12 março, 2009 por Marcio Telles

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Saiu a lista do primeiro box da Jaspion que a Focus Filmes vai lançar por aqui. A idéia da distribuidora é lançar dois boxes com todos os 46 episódios da série – mais ou menos como já fizeram com He-Man e She-Ra.

Seguinte: conheço uma penca de site com os links de Jaspion pra baixar, com qualidade DVD e dois idiomas (japonês e a dublagem brasileira original). Mas vamos prestigiar os caras da Focus. Assim, talvez, outros tokusatsus clássicos ganhem suas versões nacionais.

Segue a lista:

DISCO 01
01 – O Planeta de Edin
02 – O Triste Fim de Sakurá
03 – O Sonho do Menino Galáctico
04 – A Fúria do Pântano
05 – O Enigma da Flauta

DISCO 02
06 – Gordon em Busca da Mãe
07 – O Demônio da Montanha
08 – O Casal Fugitivo
09 – A História de uma Árvore
10 – O Ataque do Pirossauro

DISCO 03
11 – Perigo em Tsukuba
12 – A Profecia
13 – A Investida dos Aliados
14 – Perigo na Lagoa dos Noivos
15 – Sonho ou Ilusão? A Imagem dourada

DISCO 04
16 – Qual o Destino da Humanidade?
17 – O Mistério do Pássaro Dourado
18 – O Inimigo Imortal
19 – Alerta no Oceano

DISCO 05
20 – A Última Chance
21 – O Valente Garoto Jogador
22 – O Feitiço de Titânia
23 – O Monstro do Século

A estimativa é que a caixa custe R$ 99,90.

É cofre!

Clássico de Corman vai ganhar remake

12 março, 2009 por Marcio Telles

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X: The Man With X-Ray Eyes, um dos grandes clássicos do diretor Roger Corman (conhecido por sua clássica frase ’se eu tiver 100 mil de orçamento, faço 10 filmes de 10 mil em vez de 1 de 100′) vai ganhar refilmagem pelas mãos do diretor de Extermínio 2 (28 Weeks Later), Juan Carlos Fresnadillo.

O filme conta a história de um médico que descobre um colírio que lhe permite enxergar através dos objetos. O side-effect do colírio é deixar a pessoa maluca. Tanto que ele acaba arrancando os próprios olhos…

Olha ( trocadilho intencional), com clássico não se mexe! Ainda mais quando se escala um diretor pra lá de chinfrim.

É esperar pra ver ( trocadilho intencional 2)… Bwahahahha!

Zatanna em Smallville

12 março, 2009 por Marcio Telles
Zatanna
Zatanna

Pra lá de gatinha a Zatanna de Smallville. A personagem mágica da DC (e que ganhou destaque nos últimos anos, desde Crise de Identidade) será vivida na telinha por Serinda Swan.

Pra quem não tá ligado, Zatanna é uma das principais personagens com poderes mágicos do Universo DC (ao lado, talvez, de Constantine). Rostinho frequente nas aventuras de Batman, Superman & cia, chegou a fazer parte da Liga da Justiça em mais de uma ocasião. Na última, foi responsável por lobotomizar o vilão Dr. Luz, após o mesmo estuprar a esposa do Homem-Borracha e descobrir a identidade secreta de todos os membros do supergrupo. Isso inevitavelmente levou à mais uma crise fictícia do Universo DC e uma crise mercadológica da Editora DC.

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Zatanna é a filha de um herói da Era de Ouro dos Comics chamado Zatara. Ela deu as caras pela primeira vez nas HQs em 1964, numa história estrelada pelo Gavião Negro. Ela pode fazer praticamente o que bem entender, desde que pronuncie a ordem ao contrário!

Zatanna estreiará no episódio do dia 23 de Março, chamado Hex.

Já existe a Liga da Justiça completa no Smallville, e nunca tive coragem de assistir. Mas a Zatanna é uma das minhas personagens favoritas, talvez mude de opinião…

Até a próxima! Ou… “Amixórp a éta!” =D

Lesbian Vampire Killers

12 março, 2009 por Marcio Telles
Carmilla

Carmilla

Rolou umas fotos das vilãs do filmaço (com um título desses, não poderia ser diferente) Lesbian Vampire Killers, a estreiar no dia 20 de Março lá na Inglaterra.

O filme britânico é uma paró

dia com os clássicos trashes de exploitation da década de 1970, de Jesus Franco (Vampire Lesbos) e companhia. Aliás, vampiras lésbicas é um dos principais temas dos filmes de terror desde sempre. É de 1936 o primeiro filme do gênero (!), A Filha de Drácula.

E do século XIX é a primeira vampira lésbica: Carmila, do clássico livro de J. Sheridan Le Fanu.

No site oficial, você pode fazer uma ‘lapdance’ particular com duas vampirinhas do filme!

Enfim, imperdível!

Confiram nos links:

Site Oficial

Trailer

http://www.lesbianvampirekillersmovie.co.uk/

Resenha> Cobra

29 outubro, 2008 por Marcio Telles

Cobra é um dos clássicos da Sessão da Tarde e um dos filmes essenciais – na minha opinião – da longa e bem-sucedida – de novo, é a minha opinião – de Sylvester Stallone. Rodado em 1986, quando Stallone já começava seu distanciamento do grande público (Rambo II e Rocky IV foram produzidos um ano antes), Cobra segue o policial Marion “Cobra” Cobretti, ídolo do Zombie Squad, o baixo escalão da Polícia.

Na trama – baseada no livro Fair Game, de Paula Gosling – Cobra enfrenta uma organização criminosa chamada pela mídia de The Night Stalkers. Os outros detetives, principalmente Monte (Andrew Robinson), acreditam que o responsável por assassinar 16 pessoas até o começo do filme é apenas um homem. Porém, Cobra acredita se tratar de uma organização, o que depois se prova acertado.

Alguém tentando fazer uma leitura intelectual poderia dizer que se trata de uma crítica este contraponto entre o policial ‘de gabinete’ – no caso, Monte – e o policial com o bafo das ruas na cara – no caso, Cobra – que tem uma visão mais acertada do crime pois convive com a marginália. É claro, se alguém quisesse fazer uma leitura intelectual de algum filme, certamente não seria do Cobra.

Stallone emprestou o próprio carrro, um Mercury 1950, para as filmagens

Stallone emprestou o próprio carrro, um Mercury 1950, para as filmagens

As marcas características da interpretação de Stallone estão lá para o deleite de seus fãs: seu olho caído e sua voz de pamonha. Ele interpreta exatamente da mesma forma que faz em Rambo: não interpretando. Ainda assim, seu Cobretti é muito mais ‘machão’ do que o habitual, e uma metralhadora giratória de frases-prontas do tipo “você é a doença e eu sou a cura” ou “o tribunal é civilizado, mas eu não” que levam a torcida à loucura.

Além das belas frases-prontas (todo bom filme de ação tem de ter as suas), o ponto alto do filme é a atriz dinamarquesa Brigitte Nielsen (Ingrid) em sua terceira produção – os outros dois são Red Sonja, que protagoniza, e Rocky IV. Depois dessas pérolas do cinema americano, ela seguiria a linha trasheira, fazendo belos trabalhos como The Double 0 Kid, o clássico WIP-trash Chained Heat II e a bomba de FC Galaxis, além de estrelar com Eddie Murphy em Um Tira da Pesada 2 (Beverly Hill Cop 2). Aliás, momento fofoca: Stallone se apaixonou por Brigitte na época e saiu com ela… até descobrir que ela o traia com a sua SECRETÁRIA!

O filme recebeu seis indicações ao Framboesa de Ouro (Pior Filme, Pior Ator (Sylvester Stallone), Pior Atriz (Brigitte Nielsen), Pior Ator Coadjuvante (Brian Thompson), Pior Roteiro e Pior Revelação (Brian Thompson). E é o ápice da década Grim’n'Gritty (algo como ‘malvado e furioso’, os anos 80), com um protagonista mais anti-herói do que o habitual das outras produções – ele é ’salvo’ de cometer um assassinato à sangue-frio no último minuto – e um grupo de vilões que praticam a violência sem motivo aparente. Um verdadeiro clássico direto da lata de lixo Hollywoodiana! :)

Brigitte Nielsen, que traiu Stallone com a secretária

Brigitte Nielsen, que traiu Stallone com a secretária

Pérolas do Cobra

BANDIDO: “Vou explodir esse supermercado!”
COBRA: “Vai fundo, eu não faço compras aqui.”

COBRA: “Você é uma doença e eu sou a cura.”

COBRA: “Isso faz mal para sua saúde”
MALANDRO: “O quê? Cigarro?”
COBRA: “Não. Eu.”

DETETIVE MONTE: “Você sabe que tem um problema de comportamento?”
COBRA: “Sim, mas ele é pequeno.”

INGRID: “O que você faz para relaxar?”
COBRA: “Procuro por encrenca.”

ASSASSINO: “O Tribunal é civilizado!”
COBRA: “Mas eu não.”

COBRA: “É aqui onde a lei pára e eu começo.”

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